Poesia dá uma alegria na alma... hoje vagando e gastando tempo na internet achei uma lista de poesias de Carlos Drummond de Andrade, ai ganhei um pedaço a mais de alma brincando de recitar.
JOSÉ
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiue tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocassea valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
12 agosto 2009
06 julho 2009
Ae, depois de muito tempo e muita escrita mental, finalmente sentei pra fisicamente escrever um pouquinho. Toda noite penso num post novo, falar sobre a vida, sobre o amor, sobre o casamento, sobre tudo, mas na manhã seguinte é sempre a mesma coisa na frente do computador: orkut, e-mail, facebook, twitter e algumas outras inutilidades. Tanta que estava entrando num buraco chato e sem fundo de querer ser ouvida, de falar para o mundo e de me mostrar de alguma maneira. Aff balela, meu twitter é um abismo ecoante, sigo quem não me segue e quem me segue, eu não sigo, aliás, eu nem conheço quem me segue! E ainda sinto meu cérebro esvasiar toda manhã que eu perco lendo o que o Luciano Huck, Beto Silva, Helio de Lapeña, Nelsinho Piquet e até Rubens Barrichello fizeram de bom no dia ou estão fazendo naquele momento. Ai! Well... ainda assim não fechei minha conta lá... rs.
O orkut é uma boa pra falar com mais gente, saber quem é o aniversariante do dia, mas as vezes sinto como se fosse um canal da fama pra todo mundo mostrar fotos das viagens internacionais mais invejaveis, fazer render mil comentários sobre e, claro, provocar uma certa inveja (e lá estava eu indo nesse buraco também... ô fim!). Se bem que na verdade, eu viajo junto nas fotos internacionais. Adoro ver os lugares e saber que alguém que eu conheço foi lá. De Paris, já quase sei o melhor ângulo pra tirar um foto com a torre! Só, por favor, legendas, né! Eu sei que postar 100 fotos cansa, mas sem legenda ninguém sabe onde é que você tá!
E-mails? Que tristeza... no sério, fico dias sem receber nada, mas toda quinta o banco no qual eu já encerrei a conta me manda meu saldo de U$ 0,0. E no outro e-mail, aquele que eu uso pra tudo que é conta na internet, cadastro em promocçoes, etc, esse bomba! São e-mails que eu e outras 300 pessoas estão recebendo em "CC", e-mails destas minhas mil contas na rede, promoção de alguma loja, programação da TNT e nada muito mais pessoal, só pra mim. Mas também e-mail já tá um pouco ultrapassado, né não?
Toda manhã isso e meu blog aqui parado, pegando poeira. Talvez seja a melhor conta que eu tenha na internet, onde posso ser eu mesma, essencialmente Mirian, sem me importar com nada que não seja meu pensamento, minha ideia, meu sentimento e meu contexto e ainda me divertir, liberando todas as borboletas que voam na minha cabeça! Fora que escrever em português dá uma booooa refrescada no cérebro.
Escrever é o maior barato disso aqui! Tanto faz se alguém leu, vai ler ou comentar.
Ai minha cabeçinha tão solta e minha língua tão afinada é sinapse pós sinapse! Mais a sensação, de estar fazendo alguma coisa. Querido blog, voltei e voltei me libertando. Me libertando de ninguém nunca me responder no twitter, de não receber nenhum e-mail pessoal em semanas e de não ter feito a viagem internacional mais invejavel. É uma benção esse blog!
23 fevereiro 2009
02 janeiro 2009
21 novembro 2008
To aqui esperando a roupa secar e pensano em vc, pensando q daqui a pouco a gente vai estar junto, que vou olhar nos seus olhinhos e ter certeza de que eh isso que eu quero. Como assim que vc apareceu do nada e mudou minha vida? Bem quando eu ja estava feliz, vc veio e me deixou mais feliz ainda. A gente nao fala a mesma lingua, mas como eh que a gente se entende tao bem?
Agora so ta faltando eu perder o medo, medo de mim mesma, dessa minha metamorfose ambulante. Eu nao quero mudar de vc, eu quero que seja isso que eh agora pra sempre. Crazy, crazy, crazy. Futeball? Figths? Two big dogs? American guy? Oh my... I love you, more than chocolate and more than Formula One. My special gift!
mirian.
05 novembro 2008
Agora sou eu comigo mesma de novo, mas desta vez eh diferente. Eu estou diferente, evolui. Sou eu comigo mesma, mas me compartilhando com alguns outros. Sendo especial, sendo inesquecivel, sendo desejada, sendo conforto, sendo eu mesma.
Um pouco mais magra, cabelo comprido, pele hidratada, roupas diferentes, mais segura e mais inteligente, eh assim que eu me apresento quando saio comigo mesma. E um detalhe muito importante: feliz. Eu feliz comigo mesma, feliz em me compartilhar nao com um so, feliz em fazer qualquer outra pessoa feliz, mesmo que seja so por um instante. Feliz. Eu so de mim mesma e feliz.
mirian
Um pouco mais magra, cabelo comprido, pele hidratada, roupas diferentes, mais segura e mais inteligente, eh assim que eu me apresento quando saio comigo mesma. E um detalhe muito importante: feliz. Eu feliz comigo mesma, feliz em me compartilhar nao com um so, feliz em fazer qualquer outra pessoa feliz, mesmo que seja so por um instante. Feliz. Eu so de mim mesma e feliz.
mirian
22 outubro 2008
Uff 26 anos. Quando eu tinha 10 eu pensava que ja estaria casada e com 2 filhos quando chegasse a essa idade. Parecia que estava muuuito longe e que seria velha ja com 26. Foi meu unico engano aos 10 anos, porque com esta mesma idade, enquanto brincava com minhas Barbies, tambem sonhava em ir pra faculdade, morar com amigas, morar fora do Brasil, falar outras linguas, viajar o mundo inteiro, ter varios romances, ser feliz e livre. Fiz e estou fazendo tudo isso e ainda estou nos 26 jovens anos, jogando planos de casamento e filhos para depois dos 30, porque velha mesmo, eu so vou ser depois dos 80.
Mas mais que celebrar meu aniversario e minha nova idade, estou celebrando tambem o sucesso dos meus amigos. Eh muito curioso colocar-se como observador dos fatos da nossa vida e dos da vida de quem nos interessa e queremos bem, porque assim sentimos a vida passando e nao perdemos os detalhes que nunca mais voltarao. Estou completamtente feliz. Minha vida nao eh perfeita, nem ainda cheguei onde quero chegar, mas estou plenamente feliz, porque alem da minha felicidade, me dei o direito de compartilhar a felicidade dos meus amigos tambem.
Me sinto muito feliz porque tenho amigos que encontraram um amor na vida e que estao casados, que estao planejando casar ou que estao morando junto num cantinho so deles. Muito feliz por amigos que estao esperando o primeiro filho e por aqueles que ja estam fazendo as deliciosas festinhas de crianca a cada ano. Super feliz por aqueles que estao se realizando profissionalmente, que estao alcancando seus objetivos, que estao vivendo experiencias fantasticas e podendo se estabilizar na vida. Feliz ainda pelos amigos que tambem estao morando fora e ralando, mas sentindo tudo mais amplo e aprendendo muito sobre si mesmo. Por aqueles que estao fazendo viagens incriveis pelo mundo e conhecendo a India, a China e o Egito.
Mas mais que celebrar meu aniversario e minha nova idade, estou celebrando tambem o sucesso dos meus amigos. Eh muito curioso colocar-se como observador dos fatos da nossa vida e dos da vida de quem nos interessa e queremos bem, porque assim sentimos a vida passando e nao perdemos os detalhes que nunca mais voltarao. Estou completamtente feliz. Minha vida nao eh perfeita, nem ainda cheguei onde quero chegar, mas estou plenamente feliz, porque alem da minha felicidade, me dei o direito de compartilhar a felicidade dos meus amigos tambem.
Me sinto muito feliz porque tenho amigos que encontraram um amor na vida e que estao casados, que estao planejando casar ou que estao morando junto num cantinho so deles. Muito feliz por amigos que estao esperando o primeiro filho e por aqueles que ja estam fazendo as deliciosas festinhas de crianca a cada ano. Super feliz por aqueles que estao se realizando profissionalmente, que estao alcancando seus objetivos, que estao vivendo experiencias fantasticas e podendo se estabilizar na vida. Feliz ainda pelos amigos que tambem estao morando fora e ralando, mas sentindo tudo mais amplo e aprendendo muito sobre si mesmo. Por aqueles que estao fazendo viagens incriveis pelo mundo e conhecendo a India, a China e o Egito.
Estou feliz por ter todo mundo no orkut, que virou meu canal para compartilhar as alegrias.
Sou realmente feliz por ter muitos amigos; por poder ver todo mundo evoluindo, seguindo a vida; por sermos jovens, bonitos e inteligentes; por termos muito por conquistar ainda e por nos termos uns aos outros. Amo todos meus amigos e amo ter amigos.
Aos mais novos amigos, fico feliz por cada um estar se ajeitando aqui nessa aventura americana, por a gente nao ter nos perdido depois dos nossos 4 dias de NY, por a gente ter muito mais que um idioma pra colocar na bagagem e por nos queremos bem.
O maior presente que recebo aos 26 anos, sao voces, meu amigos. Que eu sempre vou querer saber por onde andam e quais sao as novidades. E que eu sempre vou querer no meu caminho, compatilhando minha felicidade.
Feliz aniversario pra gente!
Sou realmente feliz por ter muitos amigos; por poder ver todo mundo evoluindo, seguindo a vida; por sermos jovens, bonitos e inteligentes; por termos muito por conquistar ainda e por nos termos uns aos outros. Amo todos meus amigos e amo ter amigos.
Aos mais novos amigos, fico feliz por cada um estar se ajeitando aqui nessa aventura americana, por a gente nao ter nos perdido depois dos nossos 4 dias de NY, por a gente ter muito mais que um idioma pra colocar na bagagem e por nos queremos bem.
O maior presente que recebo aos 26 anos, sao voces, meu amigos. Que eu sempre vou querer saber por onde andam e quais sao as novidades. E que eu sempre vou querer no meu caminho, compatilhando minha felicidade.
Feliz aniversario pra gente!
mirian
22 setembro 2008
Aqui sempre escrevi com minhas palavras, mas quando me deparei com a letra dessa musica, foi impossivel nao copia-la e joga-la aqui. Eh bom fazer as coisas por nos mesmos, mas fazer o que quando alguem ja fez pela gente? Compositores da letra, Katia B e Marcos Cunha, licenca e obrigada!
mirian
Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte prÂ’uma vida insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode
Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor)
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E não quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me (decifra-me)
Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode
Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto
Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital
mirian
Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte prÂ’uma vida insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode
Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor)
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E não quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me (decifra-me)
Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode
Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto
Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital
26 julho 2008
10 outubro 2007
11 junho 2007
Tô que nem papel solto no vento querendo que a brisa venha me levar. Tô nas asas vento do mediterrâneo e esse vento pode me arrastar. Me arrastar pro seu lado ou para mais longe, tao longe que outro alguém vem buscar. Mas quando o vento bate de repente nao dá tempo de ninguém me segurar. Tô que nem papel solto no vento esperando um furacao passar.
02 maio 2007
Me leve leve com você. Voar, voar e voar. Nao posso seguir contigo se você me deprime, se me sinto presa e se me doem as asas. Perdao, nao posso seguir assim, adeus. Voar, voar e voar. Escutar minha música com fone de ouvido e criar outro mundo pra mim. Quero saltar com alguém ao lado, mas se nao pode ser, sigo voando sozinha. Perdi a inspiraçao no caminho. A tristeza estava me ajundando a escrever e a distância que eu quero de você agora, também.
Quando me sinto sozinha é só porque nao estou no lugar certo e pode ser que este lugar seja onde você está agora, mas ainda nao nos encontramos.
Quando terei minha mochila com pára-quedas e viverei no 25º andar para saltar todos os dias antes de ir pro trabalho? Casa na praia para tocar os pés na areia de manha. Acordar antes que você para te observar dormindo suave. Será possível ser solta, livre e leve? Amar, amar, amar. Sentir, sentir sentir. Sem pressa. Sem chaves, sem códigos, sem distância, sem querer o tempo só pra você. Feliz, feliz, feliz, leve, leve, leve, voar, voar, voar, amar, amar, amar.
Quando me sinto sozinha é só porque nao estou no lugar certo e pode ser que este lugar seja onde você está agora, mas ainda nao nos encontramos.
Quando terei minha mochila com pára-quedas e viverei no 25º andar para saltar todos os dias antes de ir pro trabalho? Casa na praia para tocar os pés na areia de manha. Acordar antes que você para te observar dormindo suave. Será possível ser solta, livre e leve? Amar, amar, amar. Sentir, sentir sentir. Sem pressa. Sem chaves, sem códigos, sem distância, sem querer o tempo só pra você. Feliz, feliz, feliz, leve, leve, leve, voar, voar, voar, amar, amar, amar.
mirian.
22 fevereiro 2007
Obrigada Deus. Estamos iniciando um ano, época de pedir muita coisa, mas hoje eu tenho mais coisas para agradecer que pedir.
Obrigada pelas pessoas que me deu. Minha família, que é perfeita. É perfeita porque os defeitos nao nos abala, já que existe muito mais amor, tudo é mais alegre e verdadeiro: os dramas, as crenças, as instabilidades e os tropeços, os dias felizes, minha infancia, meu refúgio, meus ombros e colos. Nao bastando me dar uma família assim, foi me dando outras pessoas com o passar do tempo. Gente que foi cruzando o meu caminho assim por acaso, como que sem rumo, mas vinham rumo a mim e eu, também sem dar muita atençao, indo rumo à elas. Assim conheci pessoas ótimas. E tenho que agradeçer também as pessoas ruins, coraçao-pequeno, alma-pequena que também cruzaram meu caminho, porque assim vi que as pessoas ótimas, na verdade, sao maravilhosas e entao lhe agradeço mais ainda por poder chamar estas pessoas de amigos.
Depois te agradeço os lugares. Minha casa com quintal, sol, céu e lua. Obrigada por eu ter nascido numa cidade pequena e tranquila, indo morar depois em uma completamente do avesso e mais depois em outra que funde um pouco das duas. E desde já agradeço às outras cidades que ainda vou morar um dia, porque além de tudo, você me fez curiosa. Agradeço as praias que eu conheço, que a mais de tudo que elas têm de bom, é onde eu te vejo.
Também tenho que agradecer as sensaçoes. Obrigada pela sensaçao de cama quente da minha cama nas manhas de inverno; a senaçao do primeiro gole de uma cerveja gelada quando se está com muita sede no verao; de um beijo apaixonado, mesmo que ainda tenha provado poucos; de um abraço carinhoso, que isso sim, provei muito com estas pessoas ditas acima; de um frio na barriga e a sensaçao boa de conseguir uma coisa que se queria tanto. Obrigada por todas as gargalhadas que eu já dei na vida. Pelo coraçao quente quando se percebe que ama de verdade outra pessoa, entao, de novo, obrigada pelas pessoas de cima. Te agradeço por todas as boas sensaçoes e por ter nascido humana para senti-las.
Sendo humana, te agradeço também as invesoes humanas. Guarde em bom lugar quem inventou o sorvete, a cerveja e os feriados.
Agradeço por ser colorida. Mais amarela no inverno, mais marrom no verao, laranja nas palmas das maos e dos pés, cor de rosa e vermelho por dentro e olhos castanhos.
Agradeço também por ter saúde, mas isso nao posso agradecer sem pedir sempre mais.
É um montao de coisa pra agradecer e o que nao está aqui eu agradeço também. Mas mais que tudo que eu possa agradecer, agradeço sua companhia constante, atençao e cuidado comigo. Nao sei se mereço, mas já que me dá, muito obrigada.
mírian.
Obrigada pelas pessoas que me deu. Minha família, que é perfeita. É perfeita porque os defeitos nao nos abala, já que existe muito mais amor, tudo é mais alegre e verdadeiro: os dramas, as crenças, as instabilidades e os tropeços, os dias felizes, minha infancia, meu refúgio, meus ombros e colos. Nao bastando me dar uma família assim, foi me dando outras pessoas com o passar do tempo. Gente que foi cruzando o meu caminho assim por acaso, como que sem rumo, mas vinham rumo a mim e eu, também sem dar muita atençao, indo rumo à elas. Assim conheci pessoas ótimas. E tenho que agradeçer também as pessoas ruins, coraçao-pequeno, alma-pequena que também cruzaram meu caminho, porque assim vi que as pessoas ótimas, na verdade, sao maravilhosas e entao lhe agradeço mais ainda por poder chamar estas pessoas de amigos.
Depois te agradeço os lugares. Minha casa com quintal, sol, céu e lua. Obrigada por eu ter nascido numa cidade pequena e tranquila, indo morar depois em uma completamente do avesso e mais depois em outra que funde um pouco das duas. E desde já agradeço às outras cidades que ainda vou morar um dia, porque além de tudo, você me fez curiosa. Agradeço as praias que eu conheço, que a mais de tudo que elas têm de bom, é onde eu te vejo.
Também tenho que agradecer as sensaçoes. Obrigada pela sensaçao de cama quente da minha cama nas manhas de inverno; a senaçao do primeiro gole de uma cerveja gelada quando se está com muita sede no verao; de um beijo apaixonado, mesmo que ainda tenha provado poucos; de um abraço carinhoso, que isso sim, provei muito com estas pessoas ditas acima; de um frio na barriga e a sensaçao boa de conseguir uma coisa que se queria tanto. Obrigada por todas as gargalhadas que eu já dei na vida. Pelo coraçao quente quando se percebe que ama de verdade outra pessoa, entao, de novo, obrigada pelas pessoas de cima. Te agradeço por todas as boas sensaçoes e por ter nascido humana para senti-las.
Sendo humana, te agradeço também as invesoes humanas. Guarde em bom lugar quem inventou o sorvete, a cerveja e os feriados.
Agradeço por ser colorida. Mais amarela no inverno, mais marrom no verao, laranja nas palmas das maos e dos pés, cor de rosa e vermelho por dentro e olhos castanhos.
Agradeço também por ter saúde, mas isso nao posso agradecer sem pedir sempre mais.
É um montao de coisa pra agradecer e o que nao está aqui eu agradeço também. Mas mais que tudo que eu possa agradecer, agradeço sua companhia constante, atençao e cuidado comigo. Nao sei se mereço, mas já que me dá, muito obrigada.
mírian.
30 novembro 2006
Asas na cabeça. Quando decidi escrever num blog e pensei neste nome para ele, eu já tinha essa idéia na cabeça. Na verdade é uma idéia muito antiga, mas o blog foi pensado justamente, entre outras coisas, para relatar o que eu viveria aqui depois que minhas asas batessem bastante.
Pois bem, estou em Barcelona. Nao consigo me lembrar quando e porque escolhi esta cidade e este curso, só sei que mesmo quando tudo parecia impossível (e ainda existem coisas impossíveis) eu tinha certeza que estaria aqui. E hoje na aula, como que para confirmar esta certeza, tive um daqueles momentos de déjàvu, que tenho até que com certa freqüência, e senti que já havia estado naquela sala, naquela aula, lendo o que dizia a frase no braço sarado do companheiro de curso.
A ciadade é linda. Nao digo maravilhosa, porque maravilhosa só o Rio de Janeiro, tem alguma coisa lá, mas aqui é lindissímo, encantador, cada construçao de babar. Até entregar currículo é menos chato, porque vou entregando e de repente estou na foto de um cartao postal.
De cara, assim que cheguei, andei de graça no metrô. O metrô daqui é meio à portuguesa e por onde se sai também dá pra entrar, é proibido, mas eu segui os jovens que estavam na frente e quando vi que nao paguei já estava no trem. Cheguei a pensar que nao cobravam a passagem a noite e, de toda forma, como eu nao tinha o bilhete e nao sabia como comprar, na volta também passei de graça. Pois é, tinha que ser brasileira!
Com quatro noites aqui fui a uma baladinha num apartamento até hoje nao sei de quem é, com as brasileiras que me acolheram (quando chequei fiquei num hostel e sem conhecer ninguém, busquei socorro com uma dessas brasileiras que conheci por 15 minutos no Consulado em Sao Paulo) e lá tivemos uma quase conferência latino-americana com representantes da Colômbia, Venezuela, Bolívia e outros brasilieros, como bebiamos vinho, cerveja (saudades da skol!) e suco de maça, quando nao tinha mais nada, conversamos de tudo, menos de política que é muito chato e descubri que “O Brasil es el mayor país del mondo”, assim no portunhol mesmo, o que também me diria mais tarde o peruano com quem divido teto (com ele e sua esposa). Eles riram depois desta frase, nao saquei bem, será que a gente se acha?
Quando nem suco de maça tinhamos mais, fomos a uma baladinha próxima e para encerrar o encontro de latinos só podia ser ao ritmo da salsa. Dancei salsa! E dancei mesmo, porque o venezuelano era um profissional (e guapo). Foi divertido.
Um dia depois de ter uma semana aqui, já com lugar certo para morar e pagando o metrô, fui a um evento totalmente diferente na Ral Academia de Ciências Econômicas e Financeiras da Espanha, para assistir uma discussao internacional sobre o futuro da cultura mediterrânea na Europa de amanha.(?!) Com música clássica, homens de fraque, o 1º ministro da Rômenia, que provavelmente será o próximo presidente deste país, o ministro dos trasportes da Itália, o reitor da universidade da Ucrânia, um outro da Bulgária, uns outros, o pai do meu professor que nos convidou para este evento e o reitor da universidade de Montenegro, que falou nao sei em qual contexto, “que a vida pode ser difícil, às vezes, mas que é uma festa maravilhosa”. Eu nao sei se terei dinheiro para pagar o curso, quanto tempo mais vou ficar por aqui, eu nao sei de nada, mas realmente a vida é uma festa maravilhosa.
mirian.
Pois bem, estou em Barcelona. Nao consigo me lembrar quando e porque escolhi esta cidade e este curso, só sei que mesmo quando tudo parecia impossível (e ainda existem coisas impossíveis) eu tinha certeza que estaria aqui. E hoje na aula, como que para confirmar esta certeza, tive um daqueles momentos de déjàvu, que tenho até que com certa freqüência, e senti que já havia estado naquela sala, naquela aula, lendo o que dizia a frase no braço sarado do companheiro de curso.
A ciadade é linda. Nao digo maravilhosa, porque maravilhosa só o Rio de Janeiro, tem alguma coisa lá, mas aqui é lindissímo, encantador, cada construçao de babar. Até entregar currículo é menos chato, porque vou entregando e de repente estou na foto de um cartao postal.
De cara, assim que cheguei, andei de graça no metrô. O metrô daqui é meio à portuguesa e por onde se sai também dá pra entrar, é proibido, mas eu segui os jovens que estavam na frente e quando vi que nao paguei já estava no trem. Cheguei a pensar que nao cobravam a passagem a noite e, de toda forma, como eu nao tinha o bilhete e nao sabia como comprar, na volta também passei de graça. Pois é, tinha que ser brasileira!
Com quatro noites aqui fui a uma baladinha num apartamento até hoje nao sei de quem é, com as brasileiras que me acolheram (quando chequei fiquei num hostel e sem conhecer ninguém, busquei socorro com uma dessas brasileiras que conheci por 15 minutos no Consulado em Sao Paulo) e lá tivemos uma quase conferência latino-americana com representantes da Colômbia, Venezuela, Bolívia e outros brasilieros, como bebiamos vinho, cerveja (saudades da skol!) e suco de maça, quando nao tinha mais nada, conversamos de tudo, menos de política que é muito chato e descubri que “O Brasil es el mayor país del mondo”, assim no portunhol mesmo, o que também me diria mais tarde o peruano com quem divido teto (com ele e sua esposa). Eles riram depois desta frase, nao saquei bem, será que a gente se acha?
Quando nem suco de maça tinhamos mais, fomos a uma baladinha próxima e para encerrar o encontro de latinos só podia ser ao ritmo da salsa. Dancei salsa! E dancei mesmo, porque o venezuelano era um profissional (e guapo). Foi divertido.
Um dia depois de ter uma semana aqui, já com lugar certo para morar e pagando o metrô, fui a um evento totalmente diferente na Ral Academia de Ciências Econômicas e Financeiras da Espanha, para assistir uma discussao internacional sobre o futuro da cultura mediterrânea na Europa de amanha.(?!) Com música clássica, homens de fraque, o 1º ministro da Rômenia, que provavelmente será o próximo presidente deste país, o ministro dos trasportes da Itália, o reitor da universidade da Ucrânia, um outro da Bulgária, uns outros, o pai do meu professor que nos convidou para este evento e o reitor da universidade de Montenegro, que falou nao sei em qual contexto, “que a vida pode ser difícil, às vezes, mas que é uma festa maravilhosa”. Eu nao sei se terei dinheiro para pagar o curso, quanto tempo mais vou ficar por aqui, eu nao sei de nada, mas realmente a vida é uma festa maravilhosa.
mirian.
06 novembro 2006
A novidade é que ando meio desmemoriada. Esqueci tudo. Parece que nada aconteceu.
É que ainda ontem passava por aqui uma tropa feroz, montada em mais de cem cavalos acelerados. Na verdade não sei bem se era uma tropa ou se foi mesmo um estouro de boiada, o fato é que aviso disso, atravessei na frente e fui pega em cheio.
Andava distraída, puxei conversa com um moço e fui acreditando no que ele falava. Ele falava muito, elogiava bastante, contava histórias lindas, gesticulava muito... Tudo parecia muito bom e eu estava gostando. Mas aí, justamente quando eu já estava dentro da conversa dele, dei de encontro com a tropa que vinha feroz. Eu tomei conhecimento de cada galopada, mas o estouro mesmo nem me viu e seguiu adiante. O moço sumiu. Acho que já tinha sumido antes do atropelo. Escarafunchando bem na memória, ele sumiu exatamente na hora do encontro com os bichos. Vendo a boiada e não vendo mais o moço, tentei desviar, mas já não dava mais tempo. Foi rápido. E a mãe sempre dizendo pra eu não cair em conversa de moço que fala muito... Mas eu estava falando é que estou desmemoriada, justamente: depois que fui atropelada pelos bois e cavalos apressados, sem controle e sem juízo, sem responsabilidade, diria, ficou uma dor danada, doía tudo, do coração à cabeça e eu não tinha como não colocar a culpa no moço, porque foi ele que me empurrou pra aquilo tudo, me distraiu no blá, blá, blá, aí doía mais ainda, porque pensar e sentir doía demais. A única coisa que dava para fazer sem sentir dor era dormir, então mergulhei num sono profundo. Não sei quanto tempo deu dormindo, foi mais de um mês, mas não sei quantos, só sei que acordei novinha em folha, uns diriam que pronta pra outra. Não tem mais marca de pisadas, dor nenhuma mais eu sinto. O coração ficou leve e a cabeça fresquinha, fresquinha. Tá, mas e a memória, você deve estar me perguntando. Pois é, depois que acordei não me lembro de nada que moço contava, apagou. Quer saber? Nem do moço eu lembro! Só lembro mesmo do encontro com a tropa e do conselho da mãe.
É que ainda ontem passava por aqui uma tropa feroz, montada em mais de cem cavalos acelerados. Na verdade não sei bem se era uma tropa ou se foi mesmo um estouro de boiada, o fato é que aviso disso, atravessei na frente e fui pega em cheio.
Andava distraída, puxei conversa com um moço e fui acreditando no que ele falava. Ele falava muito, elogiava bastante, contava histórias lindas, gesticulava muito... Tudo parecia muito bom e eu estava gostando. Mas aí, justamente quando eu já estava dentro da conversa dele, dei de encontro com a tropa que vinha feroz. Eu tomei conhecimento de cada galopada, mas o estouro mesmo nem me viu e seguiu adiante. O moço sumiu. Acho que já tinha sumido antes do atropelo. Escarafunchando bem na memória, ele sumiu exatamente na hora do encontro com os bichos. Vendo a boiada e não vendo mais o moço, tentei desviar, mas já não dava mais tempo. Foi rápido. E a mãe sempre dizendo pra eu não cair em conversa de moço que fala muito... Mas eu estava falando é que estou desmemoriada, justamente: depois que fui atropelada pelos bois e cavalos apressados, sem controle e sem juízo, sem responsabilidade, diria, ficou uma dor danada, doía tudo, do coração à cabeça e eu não tinha como não colocar a culpa no moço, porque foi ele que me empurrou pra aquilo tudo, me distraiu no blá, blá, blá, aí doía mais ainda, porque pensar e sentir doía demais. A única coisa que dava para fazer sem sentir dor era dormir, então mergulhei num sono profundo. Não sei quanto tempo deu dormindo, foi mais de um mês, mas não sei quantos, só sei que acordei novinha em folha, uns diriam que pronta pra outra. Não tem mais marca de pisadas, dor nenhuma mais eu sinto. O coração ficou leve e a cabeça fresquinha, fresquinha. Tá, mas e a memória, você deve estar me perguntando. Pois é, depois que acordei não me lembro de nada que moço contava, apagou. Quer saber? Nem do moço eu lembro! Só lembro mesmo do encontro com a tropa e do conselho da mãe.
13 agosto 2006
Passei só para tirar a poeira e as teias que devem estar se formando aqui, já que a última postagem foi há meses.Muito louco isso de escrever num lugar onde qualquer pessoa tem acesso, sair da toca... Tenho planos mirabolante pra esse blog. A curtição maior mesmo é poder fazer o que você quiser dele e nem precisa que muita gente acesse, as pulsações nervosas e as sinapses envolvidas são o barato da coisa. Muito louco!Minhas asas da cabeça tem batido freneticamente nos últimos tempos e algo muito bom e grande está para acontecer. O tempo tem estado diferente comigo, uma semana tem durado muito e isso tem sido bom, porque tenho muita coisa pra resolver em pouco tempo. Tempo. É o abismo que estou me jogando agora, porque agora é a hora. Mais uma vez uma coisa que projetei com 10 anos está perto de se realizar, mas o tempo não é aliado, nem inimigo, só passa determinando as coisas e só quando chegar a hora, o dia, saberei se será real, por enquanto só resta aguardar.Bata as asas da sua cabeça!
Ligar ou não ligar é uma decisão difícil, repassa-se todos os nãos e sins das ligações anteriores, faz-se um balanço, olha em volta, pensa, re-pensa, distrai, volta a pensar e decide: ligar. Levanta, sete passos até o telefone, olha bem para o aparelho e desiste. Repassa-se novamente, olha melhor a volta, não tem porque ligar. Quer ligar, mas será? Depois de tanto tempo... Melhor não... O não vence! Aí começa o passeio pela casa, abrir geladeira para pensar, olhar no espelho para buscar lá dentro a resposta.Colocando na balança, talvez até dê na mesma ligar ou não ligar, o problema é que se criou a idéia de ligar, esta idéia pertubante, a que não deveria ter ocorrido, a que se não houvesse passado pela cabeça nada disso estaria acontecendo. Pois bem a idéia de ligar ocorreu e o problema agora nem é mais a ligação em si, mas sim desistir ou continuar.O grande problema de um projeto é que quando ele surge fica difícil desistir, cria-se um dilema, desistir é perder sem tentar, mas será que vai ser bom? Dará certo?O sim vence. Pega o telefone, disca o número com medo e frio na barriga. Um silêncio profundo, agora já foi. Tuuuu, outro silêncio, parece até mais longo, tuuuu e algum zunido... Atendeu? Tuuuu só vamos tentar até o quarto toque, o quinto, o sexto, será que tem caixa postal? É sábado, quase dez da noite, as chances eram poucas, mas só tentando, arriscando, apostando, acreditando na possibilidade, etc. Não dá pra saber sem tentar. Depois tem a satisfação de ter tentado! Ela começa com o frio na barriga inicial de quando se tira o telefone do gancho, quando você dá chance ao seu projeto que entrou na cabeça e ficou insistindo. Depois toda tensão dos tuuus, dos “será que vai dar certo?”. E por fim a grande satisfação: eu fiz, não deixei de tentar, venci meu medo, arrisquei mesmo, o que eu tinha pra perder? Fui adiante, venci. Que bom, não haverá “e se?” amanhã, não restará dúvidas, valeu a pena. No máximo o que pode ocorrer é algum replanejamento, não deu certo, por isso ou por aquilo, aí no próximo sábado, talvez, pode-se ligar mais cedo, quem sabe?mirian
22 março 2006
Vinte e oito de fevereiro de 2006 não foi só carnaval, foi meu aniversário em São Paulo. Neste dia completei 5 anos morando na capital paulista, na metrópole, na terra da garoa, nesta selva de pedra.
Selva de pedra. É para mim o termo que melhor define São Paulo hoje. Pelo que me lembre matei um leão por dia desde de minha chegada aqui (esta é uma média, já que em alguns dias,como hoje, tirei para descansar e em outros matei bem mais que um leão). E também a chamo assim porque me lapidou bastante. Nunca mais serei a menina minada de antes, agora me deixou assim, nesta forma tolerante, que entende que nem tudo é (e nunca vai ser) do jeito que eu quero. Cristo, como tive que amadurecer por aqui! E que tantas lições tive que amargamente aprender. A culpa com certeza foi minha, porque a idéia de vir para cá não foi de mais ninguém. Ah, se eu soubesse... teria vindo do mesmo jeito!
Vivi aqui os melhores anos da minha vida, segundo a definição de que estes anos são os anos da faculdade. Conheci muita gente, me diverti muito, bebi muito e aprendi a cozinhar muito bem. Morei em 4 apartamentos diferentes e me mudei 5 vezes, porque fui e voltei para o mesmo endereço. Dividi 90% de minha privacidade com 17 pessoas que também dividiram luz, telefone, condomínio, festas e aluguel comigo. Nunca vou esquecer estas pessoas, não que todas me tragam boas lembranças, mas são de fato inesquecíveis. E outras eu além de não esquecer, sempre manterei contato.
Fiz bons amigos aqui. Tomei muita chuva também, aqui chove demais! Muitos bons momentos, alguns bons namorados e muita cumplicidade com as companheiras de quarto.
Aprendi a ser apressada, a querer empurrar quem anda devagar na nossa frente na rua e a gostar de shoppings. Uh, aproveitei muito as exposições e shows de graça. Valorizei minha meia-entrada indo demais ao cinema, principalmente naquele cinema pequeno e às vezes vazio, do lado de casa, que só passa filmes que eu gosto e os que eu perdia nos cinemas maiores.
Mas nada disso seria tão gigantesco se eu não tivesse morado por 4 anos e 2 meses no coração da Avenida Paulista. Parada Gay, São Silvestre, Copa do Mundo, greve de professores, Caminhão da Indignação e as mais variadas manifestações. Até com o Hino Nacional eu já acordei (é, as manifestações começam cedo!).O resumo de tudo é que não poderia ter sido melhor. Arrependo-me de muita coisa, claro, mas nunca de ter tido coragem de sair de casa e passar estes cinco anos aqui. As pessoas que eu levo, as lembranças e, sobretudo as amizades sinceras, também lapidadas pela selva valeram muito e valerão para sempre.
Selva de pedra. É para mim o termo que melhor define São Paulo hoje. Pelo que me lembre matei um leão por dia desde de minha chegada aqui (esta é uma média, já que em alguns dias,como hoje, tirei para descansar e em outros matei bem mais que um leão). E também a chamo assim porque me lapidou bastante. Nunca mais serei a menina minada de antes, agora me deixou assim, nesta forma tolerante, que entende que nem tudo é (e nunca vai ser) do jeito que eu quero. Cristo, como tive que amadurecer por aqui! E que tantas lições tive que amargamente aprender. A culpa com certeza foi minha, porque a idéia de vir para cá não foi de mais ninguém. Ah, se eu soubesse... teria vindo do mesmo jeito!
Vivi aqui os melhores anos da minha vida, segundo a definição de que estes anos são os anos da faculdade. Conheci muita gente, me diverti muito, bebi muito e aprendi a cozinhar muito bem. Morei em 4 apartamentos diferentes e me mudei 5 vezes, porque fui e voltei para o mesmo endereço. Dividi 90% de minha privacidade com 17 pessoas que também dividiram luz, telefone, condomínio, festas e aluguel comigo. Nunca vou esquecer estas pessoas, não que todas me tragam boas lembranças, mas são de fato inesquecíveis. E outras eu além de não esquecer, sempre manterei contato.
Fiz bons amigos aqui. Tomei muita chuva também, aqui chove demais! Muitos bons momentos, alguns bons namorados e muita cumplicidade com as companheiras de quarto.
Aprendi a ser apressada, a querer empurrar quem anda devagar na nossa frente na rua e a gostar de shoppings. Uh, aproveitei muito as exposições e shows de graça. Valorizei minha meia-entrada indo demais ao cinema, principalmente naquele cinema pequeno e às vezes vazio, do lado de casa, que só passa filmes que eu gosto e os que eu perdia nos cinemas maiores.
Mas nada disso seria tão gigantesco se eu não tivesse morado por 4 anos e 2 meses no coração da Avenida Paulista. Parada Gay, São Silvestre, Copa do Mundo, greve de professores, Caminhão da Indignação e as mais variadas manifestações. Até com o Hino Nacional eu já acordei (é, as manifestações começam cedo!).O resumo de tudo é que não poderia ter sido melhor. Arrependo-me de muita coisa, claro, mas nunca de ter tido coragem de sair de casa e passar estes cinco anos aqui. As pessoas que eu levo, as lembranças e, sobretudo as amizades sinceras, também lapidadas pela selva valeram muito e valerão para sempre.
Assinar:
Comentários (Atom)